OS SINAIS.🙌🏻




OS SINAIS.🙌🏻



O que significa linguagem de sinais?


A linguagem de sinais é um sistema de representação simbólica das letras do alfabeto, soletradas com as mãos, mas não se resume a uma cartilha com alfabeto manual. Ela tem gramática própria e estrutura linguística composta por aspectos fonológicos, morfológicos e léxicos.


O que significa a língua de sinais?


É a forma de comunicação e expressão de ideias e fatos, oriunda de comunidades de pessoas surdas do Brasil. A Língua Brasileira de Sinais começou a ser institucionalizada no Brasil com a abertura do atual Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em O que são línguas de sinais?


As línguas de sinais são independentes das línguas orais; portanto, elas não são uma soletração ou tradução de palavras de outras línguas (são muito mais do que um alfabeto manual).


Língua de sinais

linguagem que usa gesticulação corporal


A língua de sinais(pt-BR) ou língua gestual(pt-PT?) é uma língua de comunicação do tipo visual (comunicação não-verbal) que surge nas comunidades de pessoas surdas/ com deficiência auditiva, ou se deriva de outras línguas de sinais. Assim como as línguas orais-auditivas, uma língua de sinais é considerada pela linguística como língua natural, pois atende a todos os critérios linguísticos como qualquer língua. Por seu canal comunicativo ser diferente das línguas orais-auditivas, as línguas de sinais são denominadas como línguas de modalidade visuoespacial.[1]

Conversa em língua de sinais.


Os sinais/signos, ou seja, as palavras, são articulados essencialmente pelas mãos e percebidos através da visão. Neste tipo de língua, os sinais não são gestos, estes são símbolos arbitrários, convencionados pelos falantes de uma língua de sinais, assim como as palavras vocais são em uma língua oral.[2] Por meio de uma língua de sinais, o surdo ou pessoa com deficiência auditiva têm acesso à informação e à comunicação.


As várias línguas de sinais existentes são linguagem naturais de comunicação, mas estas não são universais; pois cada país possui uma língua de sinais oficial, que desenvolve-se conforme a cultura da região, igualmente à língua oral-auditiva oficial.[3][4] No Brasil a comunicação oficial é feita usando a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), na França é a Língua Francesa de Sinais (Langue des Signes Française), nos Estados Unidos é a Língua Americana de Sinais (American Sign Language), e assim consecutivamente.[3][4]



Durante muitos anos, o oralismo, técnica defendida por Alexandre Graham Bell, foi a única forma aceitável de/para comunicação com as pessoas surdas. O famoso Congresso de Milão, de 1880, teve um impacto negativo sobre as línguas de sinais no mundo. Nesse congresso, os presentes, influenciados pelas ideias de Graham Bell, decidiram pela proibição da língua de sinais como método de educação de surdos. Assim, a língua falada oralmente foi imposta às pessoas surdas, e decretou-se, sem fundamentação científica alguma, que o oralismo deveria constituir a única forma de ensino.[5] Diante disso, as línguas de sinais por mais de 100 anos foram violentamente proibidas e banidas dos espaços escolares.

Mesmo com a imposição do Congresso de Milão, as línguas de sinais resistiram. Com o passar dos anos, muitos linguistas se dedicaram a estudar diferentes línguas de sinais. O pioneiro foi o linguista americano William Stokoe, intitulado como o pai da linguística das línguas sinalizadas. Stokoe (1960)[6] concluiu que as línguas de sinais apresentavam aspectos linguísticos de uma língua genuína, no léxico, na sintaxe e na sua capacidade de gerar infinitas sentenças e que deveriam ser pesquisadas e estudadas pela linguística.[7]

Ao contrário do que muitos acreditam, a língua de sinais não é universal. Assim como as línguas orais, a variação linguística está presente também nas línguas de sinais. É grande a variedade de línguas de sinais ao redor do mundo. Segundo o site Ethnologue: Languages of the World, há mais de 140 línguas de sinais no mundo.[8] São línguas completas, com a sua própria gramática e léxico.

Cada país tem a sua, ou até mais de uma, língua de sinais. Tomando como exemplo alguns países lusófonos, vemos que utilizam diferentes línguas de sinais: no Brasil existe a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e a Língua de Sinais Kaapor Brasileira,[9] em Portugal existe a Língua Gestual Portuguesa (LGP), em Angola existe a Língua Angolana de Sinais (LAS), em Moçambique existe a Língua de sinais moçambicana (LMS).

Assim como acontece nas línguas faladas oralmente, existem variações linguísticas dentro da própria língua de sinais, isto é, regionalismos e/ou sotaques.[10][1] Essas variações se devem a ligeiras diferenças culturais e influências diversas no sistema de ensino do país, por exemplo. 


Há também outros fatores que favorecem à diversidade e à mudança linguística, como, por exemplo, a extensão e a descontinuidade territorial e os contatos com outras línguas.[11] Além disso, deve-se levar em conta que diferenças culturais são determinantes nos modos de representação do mundo. 

Assim, os surdos sentem as mesmas dificuldades que os ouvintes quando necessitam comunicar com outros que utilizam uma língua diferente.[12]

Há também uma língua de sinais, análoga ao Esperanto, conhecida como Gestuno. O Gestuno, também conhecido como língua de sinais internacional, é uma língua artificial e é usada em convenções e competições internacionais, visando estabelecer uma comunicação internacional.[11]

Não se sabe quando as línguas de sinais se iniciaram. Mas, sua origem remonta possivelmente à mesma época ou a épocas anteriores àquelas em que foram sendo desenvolvidas as línguas orais.[13] Uma pista interessante para esta possibilidade das línguas de sinais terem se desenvolvido primeiro que as línguas orais é o fato que o bebê humano desenvolve a coordenação motora dos membros antes de se tornar capaz de coordenar o aparelho fonoarticulatório. As línguas de sinais são criações espontâneas do ser humano e se aprimoram exatamente da mesma forma que as línguas orais. Nenhuma língua é superior ou inferior a outra, cada língua se desenvolve e expande na medida da necessidade de seus usuários.

É comum aos ouvintes pressupor que as línguas de sinais sejam versões sinalizadas das línguas orais. Por exemplo, muitos acreditam que a LIBRAS é a versão sinalizada da língua portuguesa do Brasil; que a Língua de Sinais Americana é a versão sinalizada da língua inglesa; que a Língua de Sinais Japonesa é a versão sinalizada da língua japonesa; e assim por diante. No entanto, embora haja semelhanças ou aspectos comuns entre as línguas de sinais, devido a um certo contato linguístico, as línguas de sinais são autónomas, possuem estruturas gramatical própria, não derivam das línguas orais e possuem peculiaridades que as distinguem umas das outras e das línguas orais.[1][11]

A língua de sinais são completas em si mesmas, dispondo de recursos expressivos suficientes para permitir aos seus usuários expressar-se sobre qualquer assunto, em qualquer situação, domínio do conhecimento e esfera de atividade. Por meio de uma língua de sinais é possível criar poesias, contar e inventar histórias, discutir sobre filosofia, política, assuntos do cotidiano etc.[14] Emmanuelle Laborit, atriz surda, afirma no seu livro O Voo da Gaivota, que tudo pode ser expressado por meio dos sinais, sem perder nenhum de conteúdo.[15] Mais importante, ainda: é uma língua adaptada à capacidade de expressão dos surdos.

A língua de sinais por muito tempo foi considerada uma língua ágrafa. Entretanto, hoje, segundo Barreto e Barreto (2015), existem vários tipos de escritas. 

Os principais sistemas de escrita e de notação criados para registrar as Línguas de Sinais, segundo os autores são: Notação Mimographie, publicada em 1822 por Roch-Ambroise Auguste Bébian; Notação Stokoe, publicado em 1960 por William Stokoe. Seu sistema de notação fonética tinha como objetivo chamar a atenção dos linguistas, que desconheciam a língua de sinais, e servir como sistema de transcrição para análise dos sinais; Hamburg Notation System (HamNoSys), sistema de notação fonética baseada na notação de Stokoe. Sua primeira versão foi publicada em 1984 pela Universidade de Hamburgo – Alemanha; Sistema D’Sign, publicada em 1990 por Paul Jouison. O sistema é capaz de transcrever frases inteiras da Língua de Sinais Francesa; Notação de François Neve, publicado em 1996 por Fançois Neves e desenvolvido a partir do sistema de Stoke; Sistema de Escrita das Línguas de Sinais (ELiS), 

criado em 1997 pela Profa. Dra. Mariângela Estelita Barros e posteriormente melhorado em 2008. 


O ELiS é um sistema de escrita linear da esquerda para a direita, representados por uma série de grafemas para representar quatro parâmetros da língua de sinais; Sistema de Escrita Signwriting, criado em 1974 por Valerie Sutton. Segundo Sutton, o Signwriting é uma escrita internacional. É o sistema de escrita da língua de sinais mais utilizado no mundo.[16]

Há também o Sistema de Escrita para Línguas de Sinais (Escrita SEL). O sistema de escrita foi desenvolvido pela Profa. Dra. Adriana S. C. 'Lessa-de-Oliveira em 1999 e posteriormente melhorado em 2011. A Escrita SEL foi desenvolvida para a Libras. Entretanto, segundo a criadora, pode ser utilizado para escrever outras línguas de sinais. Mas, em alguns casos é necessária adaptação simples.[17]


ARTIGO PARCIAL.

FONTE - https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_de_sinais


 Mateus 16: 1. 

E, CHEGANDO-SE os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. 

2. Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. 

3. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não discernis os sinais dos tempos? 

4. Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas. E, deixando-os, retirou-se. 

5. E, passando seus discípulos para o outro lado, tinham-se esquecido de trazer pão. 

6. E Jesus disse-lhes: Adverti, e acautelai-vos do fermento dos fariseus e saduceus. 

7. E eles arrazoavam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão. 

8. E Jesus, percebendo isso, disse: Por que arrazoais entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes trazido pão? 9. Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens, e de quantos cestos levantastes? 

10. Nem dos sete pães para quatro mil, e de quantos cestos levantastes? 

11. Como não compreendestes que não vos falei a respeito do pão, mas que vos guardásseis do fermento dos fariseus e saduceus? 

12. Então compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento do pão, mas da doutrina dos fariseus. 

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