O SANGUE

 


O SANGUE




O que é o sangue?

O sangue é um tecido vivo e no corpo de um adulto circulam, em média, 5 litros, variando de acordo com o peso. Compõe-se de uma parte líquida (plasma), constituída por água, sais, vitaminas, e fatores de coagulação, na qual estão misturadas as partes sólidas: hemácias, leucócitos e plaquetas. 


É produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadril, crânio e esterno. Nas crianças, também os ossos longos, como o fêmur, produzem sangue.


Componentes do sangue e seus produtos para transfusão

Hemácias: São os glóbulos vermelhos do sangue. Cada hemácia tem vida média de 120 dias no organismo. Existem em torno de 4,5 milhões de hemácias por milímetro cúbico de sangue. As hemácias são responsáveis por transportar o oxigênio dos pulmões para as células de todo o organismo e eliminar o gás carbônico das células, transportando-os para os pulmões.


O concentrado de hemácias produzido após a doação de sangue contém um volume aproximado de 250ml, com uma meia vida de 90 dias em média. Cada bolsa produzida tem validade entre 35 a 42 dias, a depender da solução conservadora utilizada. Devem ser mantidos a uma temperatura de 2 a 8ºC.


Plaquetas: São os fragmentos de células que participam do processo de coagulação. Têm vida curta e no organismo circulam na proporção de 150 a 400 mil por milímetro cúbico de sangue. As plaquetas são muito importantes e sua função principal é auxiliar na interrupção do sangramento.

Cada concentrado de plaquetas randômicas, produzido a partir de uma doação de sangue comum, contém 50 a 60ml de plasma, com validade de apenas 05 dias após a coleta. Uma pessoa de porte médio utiliza a cada transfusão de plaquetas de 06 a 08 unidades. 


Existe também o concentrado de plaquetas produzidos por meio de aférese, onde é coletado somente o componente desejado do doador. Neste caso cada bolsa de concentrado de plaquetas tem volume aproximado de 200 a 300ml e corresponde de 06 a 08 unidades de plaquetas randômicas. Devem ser mantidas em temperatura de 20 a 24ºC.


Leucócitos: São os glóbulos brancos e variam de 5 a 10 mil por milímetro cúbico de sangue. 

Também têm vida curta. Possui formas e funções diversificadas, sempre ligadas à defesa do organismo contra a presença de elementos estranhos a ele como por exemplo as bactérias.

Podemos produzir o concentrado de leucócitos (granulócitos) através da metodologia de aférese (coleta seletiva de hemocomponente), com volume final de 200ml a 300ml para utilização em, no máximo, 24 horas. A utilização deste tipo de hemocomponente é muito rara. Devem ser mantidos a uma temperatura de 20 a 24ºC.

Plasma: É um líquido amarelo claro que representa mais de 50% do volume total do sangue. É formado por 90% de água, onde estão presentes, dissolvidas, proteínas, gorduras, sais minerais e açúcares. Pelo plasma circula, por todo o organismo, os elementos nutritivos necessários à vida das células.


O hemocomponente plasma pode corresponder ao plasma fresco congelado, plasma de 24 horas ou plasma isento de crioprecipitado. Todos estes correspondem a bolsas com volume aproximado de 200 a 300ml e validade de 12 meses. Devem ser mantidos a temperatura de -20º a -30ºC.


A partir de uma bolsa de sangue doado podemos produzir ainda um outro hemocomponente, o crioprecipitado, este corresponde a um concentrado de proteínas do plasma, de alto peso molecular, como os fatores de coagulação do sangue. Seu volume final é de algo em torno de 15ml e é muito utilizado para repor esses fatores em pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos muito invasivos, como a cirurgia cardíaca, por exemplo. Deve ser mantido a temperatura de -20 a -30ºC, com durabilidade de 12 meses.


Grupos Sanguíneos

O sangue humano é classificado em grupos e subgrupos, sendo os mais importantes o ABO (A, B, AB e O) e o Rh (positivo e negativo).

No Brasil, os grupos sanguíneos mais comuns são o O e o A. Juntos eles abrangem 87% de nossa população. O grupo B contribui com 10% e o AB com apenas 3%.

O sangue O Negativo é conhecido como doador universal, podendo ser transfundido em qualquer pessoa. Mas apenas 9% dos brasileiros possuem esse grupo sanguíneo. É muito utilizado pelos hospitais pois é o sangue que salva em situações de emergência. O grupo O positivo é o sangue mais utilizado.


OUTRO ARTIGO....

O sangue e o intestino.....


Microbioma Intestinal e Hematologia: Pode Influenciar a Resposta ao Tratamento?


Tratamentos

fonte/

Hematologista 

Dr. Marcel Brunetto 
CRM 109.334


Durante muito tempo, a hematologia focou quase exclusivamente na genética do câncer e na potência dos medicamentos para destruí-lo. O corpo do paciente era visto muitas vezes como um campo de batalha passivo. No entanto, a ciência moderna vem estudando com mais afinco o microbioma intestinal, o vasto ecossistema de bactérias, vírus e fungos que habitam o trato digestivo e interagem com as nossas células de defesa.


A relação entre o intestino e o sangue é mais íntima do que se imaginava. Estudos recentes demonstram que a composição dessas bactérias não afeta apenas a digestão, mas pode modular a inflamação sistêmica, a toxicidade dos quimioterápicos e até interferir na eficácia de uma imunoterapia.

Neste artigo, saiba mais sobre a conexão entre a saúde digestiva e o sucesso do tratamento hematológico.


O Intestino como Regulador do Sistema Imune

Para entender essa influência, precisamos deixar de lado a visão de que bactérias são apenas agentes de doenças. 

No intestino, elas funcionam como “treinadoras” do sistema imunológico. Uma grande proporção das células do sistema imune está associada ao intestino. É ali que elas aprendem a diferenciar o que é um inimigo perigoso do que é inofensivo.

Diga Adeus às suas Dores.


Quando existe um equilíbrio nessa população microbiana (eubiose), o sistema imune permanece vigilante, mas controlado. Porém, quando ocorre a disbiose (a perda da diversidade bacteriana e o crescimento de espécies patogênicas), isso gera um estado de inflamação, que pode repercutir sobre a medula óssea e a hematopoese, embora esse eixo ainda esteja em investigação.


Na hematologia, isso é crítico. Pacientes com leucemias ou linfomas já possuem um sistema imune fragilizado pela doença. Se o intestino também estiver desregulado, a barreira de proteção cai, aumentando o risco de infecções graves e sepse durante os períodos de neutropenia (baixa imunidade).


Impacto Direto nas Terapias Oncológicas

A saúde do microbioma não é apenas uma questão de prevenir infecções. As bactérias intestinais produzem enzimas que podem metabolizar medicamentos, interferindo em sua eficácia.


Existem três cenários principais onde essa interação se destaca:

Quimioterapia: certas bactérias podem aumentar a toxicidade de drogas quimioterápicas, piorando efeitos colaterais como a mucosite (feridas na boca e no trato digestivo) e a diarreia;

Imunoterapia: pesquisas indicam que pacientes com uma flora intestinal rica em determinadas bactérias benéficas respondem melhor aos inibidores de checkpoint e terapias CAR-T;

Transplante de Medula Óssea: a disbiose severa está fortemente associada a maior risco e gravidade de Doença do Enxerto contra o Hospedeiro (DECH), uma complicação grave onde as células do doador atacam o paciente.

Estratégias de Proteção e Cuidado


O desafio é que o próprio tratamento (antibióticos, quimioterapia) agride a flora intestinal. Portanto, a preservação do microbioma deve ser uma estratégia ativa e consciente, guiada sempre pela equipe médica.

Não se trata apenas de “tomar um probiótico”, pois em pacientes imunossuprimidos, a introdução de bactérias vivas pode ser perigosa e deve ser estritamente avaliada pelo médico.

Pilares para a Saúde Intestinal no Tratamento

A manutenção desse equilíbrio envolve ações integradas:

Uso racional de antibióticos: embora essenciais para tratar infecções, os antibióticos devastam a flora benéfica. 

O hematologista os prescreve com cautela, pelo tempo estritamente necessário, para minimizar esse “dano colateral”;

Nutrição especializada: a dieta é a principal ferramenta de modulação. Fibras prebióticas (presentes em vegetais, frutas e grãos) servem de alimento para as boas bactérias. Mas devido às restrições a alimentos crus, devido ao risco de contaminação, o acompanhamento com um nutricionista é fundamental para encontrar o equilíbrio entre uma dieta rica em fibras e a segurança alimentar;

Hidratação e movimento: a ingestão adequada de água e, quando permitido, a prática de atividade física leve, ajudam na motilidade intestinal, evitando a constipação e a estagnação bacteriana.

A ciência do microbioma já começa a influenciar protocolos e estratégias de cuidado. 


Hoje, entendemos que cuidar da alimentação e do intestino não é uma medida “alternativa”, mas sim uma parte técnica e indispensável do tratamento do câncer.

Se você está em tratamento hematológico, converse com seu médico sobre a saúde do seu sistema digestivo. Relatar sintomas como diarreia persistente, constipação ou distensão abdominal é tão importante quanto mostrar seus exames de sangue. Juntos, podemos traçar estratégias para que o seu intestino seja um aliado na sua jornada de cura.

Mais informações sobre este assunto na Internet:

Nature

Cancers

Diga Adeus às suas Dores.


 Hebreus 12: 18. 

Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, 19. E ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se lhes não falasse mais; 

20. Porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte será apedrejado ou passado com um dardo. 

21. E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado, e tremendo. 

22. Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos; 

23. À universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados; 

24. E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel. 

25. Vede que não rejeiteis ao que fala; porque, se não escaparam aqueles que rejeitaram o que na terra os advertia, muito menos nós, se nos desviarmos daquele que é dos céus; 

26. A voz do qual moveu então a terra, mas agora anunciou, dizendo: Ainda uma vez comoverei, não só a terra, senão também o céu. 

27. E esta palavra: Ainda uma vez, mostra a mudança das coisas móveis, como coisas feitas, para que as imóveis permaneçam. 

28. Por isso, tendo recebido um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e piedade; 

29. Porque o nosso Deus é um fogo consumidor. 

❤️💕👳🏽‍♂️😇🙏


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