NARCISISMO
NARCISISMO
O narcisismo é um traço de personalidade caracterizado por um amor excessivo por si próprio, necessidade de admiração e falta de empatia. Quando patológico (Transtorno de Personalidade Narcisista), manifesta-se por grandiosidade, arrogância e manipulação, escondendo insegurança profunda e baixa autoestima. Pode gerar relações abusivas e isolamento social.
Características Principais do Narcisismo (TPN):
- Sentimento de grandiosidade:Crença irracional de ser superior, especial ou único.
- Necessidade de admiração:Exigência de elogios constantes e validação.
- Falta de empatia:Incapacidade de reconhecer ou identificar os sentimentos e necessidades alheios.
- Comportamento manipulador:Utilização de outras pessoas para alcançar objetivos próprios.
- Inveja:Sentir inveja dos outros ou acreditar que os outros o invejam.
- Arrogância:Atitudes prepotentes, soberbas e desdenhosas.
Diferença entre Traço e Transtorno:
- Narcisismo Comum:Uma dose saudável de autoestima e auto-cuidado.
- Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN):Condição de saúde mental crônica, com padrões rígidos que prejudicam a vida funcional.
Origem e Tratamento:O narcisismo geralmente se desenvolve na adolescência ou início da fase adulta e acredita-se ser uma combinação de fatores genéticos e experiências de infância. O tratamento, embora difícil, é feito com psicoterapia para controlar sintomas de ansiedade ou depressão.
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Freud
O narcisismo é um conceito fundamental na teoria de Freud e para a psicanálise. Neste artigo, você vai entender o que pai da psicanálise quis dizer ao propor a ideia de narcisismo, qual sua origem no mito grego, como ele se manifesta no desenvolvimento do eu e quais são as diferenças entre narcisismo primário e secundário.
Vamos também discutir o que realmente significa ser “narcisista” — longe dos estigmas do senso comum — e como esse investimento em si mesmo é essencial para a formação da subjetividade.
O artigo abordará os seguintes tópicos:
• O que é narcisismo para Freud e a psicanálise?
• O que é o mito do narciso: a origem do conceito de narcisismo
• Entenda o que são Narcisismo Primário e Narcisismo Secundário na psicanálise
• A escolha objetal para Freud
• O que é uma pessoa narcisista?
• Como se aprofundar mais nos estudos sobre o narcisismo?
• Perguntas frequentes sobre narcisismo
O que é narcisismo para Freud?
O narcisismo, para Freud, é uma etapa fundamental do desenvolvimento psíquico, na qual a libido está voltada para o próprio eu.
O conceito de narcisismo na psicanálise possui características que divergem significativamente do que é geralmente discutido no senso comum, conforme descreveu Freud no artigo de 1914 Introdução ao Narcisismo:
"O narcisismo não seria uma perversão, mas o complemento libidinal do egoísmo do instinto de autoconservação, do qual justificadamente atribuímos uma porção a cada ser vivo" (FREUD, 2010/1914, p. 15)
Portanto, para Freud, o narcisismo é uma etapa fundamental no desenvolvimento do eu, que representa a transição do autoerotismo — onde o prazer é centrado no próprio corpo — para a escolha de outro ser como objeto de amor.
Neste estágio, o indivíduo ainda não consegue se distinguir plenamente das demais pessoas e do mundo ao seu redor, refletindo uma fase em que a identificação com o eu é predominante.
📖Leia mais: Freud e o amor: por que nos apaixonamos segundo a psicanálise
Investimento libidinal e objeto
É importante observar aqui alguns conceitos importantes na teoria psicanalítica, que são essenciais para o entendimento do narcisismo:
• Investimento libidinal: refere-se à canalização da energia psíquica, ou libido, para objetos ou aspectos da realidade. Pode estar voltado a uma pessoa, uma ideia, um valor ou até ao próprio eu.
• Objeto: na psicanálise, o termo é empregado para designar pessoas ou coisas do ambiente externo que recebem este investimento. Do mesmo modo, a relação de objeto consiste na maneira que o sujeito lida com o mundo exterior, ou seja, à forma como o sujeito se vincula com essas pessoas ou coisas ao seu redor.”
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Meditação ..
2 Coríntios 5: 11.
Assim que, sabendo o temor que se deve ao Senhor, persuadimos os homens à fé, mas somos manifestos a Deus; e espero que nas vossas consciências sejamos também manifestos.
12. Porque não nos recomendamos outra vez a vós; mas damo-vos ocasião de vos gloriardes de nós, para que tenhais que responder aos que se gloriam na aparência e não no coração.
13. Porque, se enlouquecemos, é para Deus; e, se conservamos o juízo, é para vós.
14. Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.
15. E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.
16. Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo.
17. Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
😳😇

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