O SAPATO

O SAPATO


Pesquisas demonstram que o calçado surgiu no final do período paleolítico entre os anos de 12.000 a.C e 15.000 a.C. Pinturas em cavernas da Espanha e sul da França fazem referências ao calçado, uma espécie de bota primitiva de pele (Figura 1) e outros em modelos de sandálias (McDOWELL, 1989).



O calçado como artefato de proteção à diferenciação social: 


A história

do calçado da Antiguidade ao século XVI

Shoes as a protective artefact to social differentiation: The Shoe history from old

times to the sixteenth century

Natalie Rodrigues Alves Ferreira1

Resumo: Este artigo tem por finalidade analisar um histórico do calçado desde sua origem, e ao longo da Antigui- dade, Idade Média até o século XVI. A pesquisa percorre as principais alterações de significado de uso, elementos estéticos e modos de produção dos calçados. O texto abrange a história do calçado mundial e brasileiro - período Colonial - a partir de pesquisas bibliográficas sobre cultura material, história da moda e do calçado e pesquisas iconográficas. 


Concluiu-se que o calçado, criado com propósito de proteção, constituiu-se ao longo da Antiguida- de, Idade Média e Renascimento - na Europa e Brasil - para diversas civilizações como a egípcia, grega, romana e européia, como objeto imbuído de status social, poder, diferenciador de gêneros e possuidor de elementos como formas, cores e modelos com diversos significados, satisfazendo os desejos dos grupos sociais abastados.

Palavras-chave: Calçados. Cultura material. 


Antiguidade. Renascimento.

Abstract: The objective of this paper is to analyze the shoe history from its origin along the Ancient Times, Middle Age until the sixteenth century. The study analyzes the main alterations of the meaning of use, aesthetic elements and the forms of producing shoes. The text comprises the history of shoes worldwide and in Brazil – Colonial Pe- riod - from bibliographic research about material culture, fashion and shoe history and ichnographic research. It is concluded that the shoe, which was made with the purpose of protecting, evolved along the Ancient Times, Middle Age and Renaissance – In Europe and Brazil – to several civilizations such as the Egyptian, the Greek, Roman and European civilizations as an object full of social status, power, genre differentiator and also as an object that owns shapes, colors and patterns with diverse meanings, meeting the desires of remote social groups.

Keywords: Shoes. Material Culture. Ancient Times. 


Renaissance.


Os calçados são complementos essenciais no modo de vida humano uma vez que, além de proteger as extre- midades dos membros inferiores, os calçados apresen- tam outros significados como os de sonho, sedução e po- der, estes, fortemente presentes no imaginário feminino.

É necessário compreender as estruturas históricas, sociais e culturais para compreender a cultura material, no caso, o calçado, objeto de estudo deste artigo.

O calçado não é apenas restrito à sua função e uti- lização, mas também se relaciona com a satisfação, valores, realizações de desejos e experiências. Portan- to, estes objetos, constituem nossa subjetividade indi- vidual e coletiva.

Entende-se por objeto “qualquer artefato que resul- te da aplicação da vontade do sujeito, consubstanciada no processo de conformação da matéria” (BOMFIM, 1997, p.36). Para o autor, não há sentido no objeto se não houver o sujeito, pois o objeto com suas represen- tações ou conceitos só existem dentro do limite das ex- periências humanas, de nossos conhecimentos e lingua- gens. 


Portanto, as características de um objeto, são, na verdade, interpretações subjetivas que dele fazemos. O entendimento de um objeto é efêmero, pois os sujeitos e os significados dos objetos se alteram.

Para Cardoso (1998), os artefatos possuem diversos níveis de significados: alguns universais e inerentes e outros extremamente pessoais e volúveis, significados estes que o objeto só pode adquirir a partir da intencio- nalidade humana.

É preciso refletir os significados que os objetos ma- teriais podem assumir na vida social - em seus diversos contextos - e cultural, pois neste reconhecimento de sig- nificados, podemos perceber os processos pelos quais nos definimos e questionamos nossas memórias e identidades.

Desta forma, Gonçalves (2007, p.24), descreve que podemos

“...perceber os processos sociais e simbólicos por meio dos quais esses objetos vêm a ser transformados ou transfigura- dos em ícones legitimadores de ideias, valores e identidades assumidas por diversos grupos e categorias sociais”.


Para o entendimento das formas de vida social e cul- tural, é indispensável considerar os objetos e não pensá- -los de forma evolutiva ou nas técnicas de fabricação, mas sim em qual significado eles têm para as pessoas que empregam um mesmo objeto em diversos contex- tos sociais e rituais. Torna-se relevante, a partir da dé- cada de 1960, além de estudar as formas, o material e a técnica de fabricação destes objetos, refletir sobre as modalidades e contextos de uso.

 1Discente do curso de Pós-Graduação em Design pela Universidade Anhembi-Morumbi (SP). Docente em desingn na Faculdade de Moda e Design de Passos (MG), na Faculdade de Tenologia 


Paraíso dos calçados, seja bem-vindo......


de Franca - SP (FATEC) e na Universidade de Franca (SP).

Contato: natalierodriguesalves@yahoo.com.br


Meditação...


 Efésios 6: 11. 

Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 

12. Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 

13. Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes. 

14. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça; 

15. E calçados os pés na preparação do evangelho da paz; 

16. Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno. 

17. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; 

18. Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, 

19. E por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, 

20. Pelo qual sou embaixador em cadeias; para que possa falar dele livremente, como me convém falar. 

🕵🏼‍♀️👮🏽‍♀️😇

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