AMOR e ÓDIO.






AMOR e ÓDIO.


Como a psicologia explica a relação de amor e ódio


O sentimento de amor e ódio dentro de um relacionamento pode ocorrer devido às expectativas que ambos nutrem em relação ao outro.

A relação entre o amor e o ódio pode ser explicada pela ambivalência emocional, uma situação muito comum em que o indivíduo tem sentimentos conflitantes em relação a outra pessoa. 

É o caso, por exemplo, do ciúmes: em geral, o ciumento ama tanto seu parceiro que passa a odiar o fato de o outro ser atraente ou se relacionar com outras pessoas. Trata-se de um caso em que há uma emoção negativa e uma emoção positiva em relação à mesma pessoa.

O ódio nunca nasce da indiferença, e esse sentimento pode ter origem no medo de perder o outro, receio de ser rejeitado ou até mesmo ser uma reação desencadeada por uma admiração profunda.


Como surge o amor e o ódio em uma relação

É comum que sentimentos de amor e ódio façam parte dos relacionamentos românticos, por mais contraditório que isso pareça. Isso ocorre por causa das expectativas que as pessoas nutrem em relação ao outro: quando esperança é frustrada, pode ser que o indivíduo acabe desenvolvendo rancor, raiva e até ódio. Neste tipo de situação, o ódio está ligado à desmistificação da pessoa amada e, no fundo, ele se instala pela percepção de que o parceiro não é perfeito.

É preciso ter em mente, porém, que algumas frustrações sempre fazer parte de um relacionamento. Para que as relações não fiquem prejudicadas, é preciso ter maturidade emocional para lidar com as decepções e evitar que um acontecimento isolado desencadeie lembranças e emoções associadas a um conteúdo emocional criado no passado.

O papel da Inteligência Emocional em uma relação

A falta de habilidade para entender e refletir sobre as próprias emoções é um fator que impede muitas pessoas de se relacionarem de maneira saudável. Por isso, é importante desenvolver a Inteligência Emocional de modo a compreender sua história de vida e começar a se relacionar da melhor maneira possível. 


Confira outras dicas que poderão te ajudar na tarefa de equilibrar amor e ódio dentro de um relacionamento:

Entenda seus gatilhos

Conhecer sua própria história de vida e suas limitações é o primeiro passo para se livrar dos sentimentos ambivalentes que contaminam as relações — não só as amorosas, mas também as familiares, sociais e profissionais. Quando você se irrita com alguém a ponto de sentir ódio, é porque identificou nesta pessoa uma característica muito parecida com a sua (ou que você gostaria de ter).


Respeite as diferenças

É importante ter consciência de que cada indivíduo possui características positivas e negativas. Por isso, aprender a respeitar as diferenças entre as pessoas é fundamental para um convívio saudável, sem que sejam criadas expectativas e frustrações.

Encontre suas respostas

É importante refletir e identificar os motivos de nutrir sentimentos negativos em relação a uma determinada pessoa. Só assim é possível entender e associar esse desconforto a seus conflitos internos.


Vejamos a opinião de outro profissional...


Amor e ódio andam juntos devido à ambivalência afetivadevido à ambivalência afetiva, onde sentimentos intensos e opostos coexistem pela mesma pessoa. Ambos exigem alta carga emocional e foco no outro, tornando a fronteira entre eles tênue. A raiva frequentemente surge da frustração ou desilusão com alguém importante, e não da indiferença.



  • Intensidade Emocional:Amor e ódio são paixões intensas. O oposto do amor não é o ódio, mas sim a indiferença. 
  • Ambivalência Afetiva:É normal sentir carinho e raiva pela mesma pessoa simultaneamente, especialmente em relacionamentos próximos. 
  • Alta Expectativa:Quando amamos, criamos expectativas. Quando essas expectativas são quebradas, a frustração pode se transformar em ódio. 
  • Identificação e Vínculo:Às vezes, odiamos o que admiramos ou o que já amamos, sinalizando que a pessoa ainda ocupa um lugar central na vida. 

Essa mistura de sentimentos é comum, mas o perdão é um elemento que ajuda a lidar com essa transição.


A relação entre o amor e o ódio pode ser explicada pela ambivalência emocional, uma situação muito comum em que o indivíduo tem sentimentos conflitantes em relação a outra pessoa.


Teologia BÍBLICA CRISTÃ....

A melhor resposta ao ódio é o amor


Jesus viveu num tempo em que eram erguidas muitas “paredes” que separavam o povo. Não se tratava de paredes de pedra e barro, mas paredes que se erguiam na mente, no coração, na alma do povo. Tais paredes transformavam-se em verdadeiras muralhas de pensamento que, por fim, se tornavam geradores de palavras, atitudes e ações que fraturavam o relacionamento entre os indivíduos. Bons israelitas eram aqueles supostamente entendidos da Lei, como os escribas e fariseus, enquanto que os que não conheciam a Lei e os renegados publicanos, por exemplo, eram considerados maus israelitas.

Foi em meio a esse ambiente hostil, de mente intensamente estreita, de práticas profundamente exclusivistas e de gente intolerante, que Jesus levou a bom termo o seu ministério. Numa atmosfera assim, a orientação de amar os inimigos certamente assombrava seus ouvintes e consistia num ideal quase inalcançável.

No Evangelho segundo Lucas, encontramos algumas ponderações de Jesus que confrontavam as idéias e os ideais daquele tempo:

“Pelo contrário, amai vossos inimigos, fazei o  bem e emprestai, sem esperar nada em troca; e a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é bondoso até para com os ingratos e maus. Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.” (Lucas 6.35-36)

 Observando os versos 27 a 30, é possível encontrar os desafios: amar, fazer o bem, bendizer, orar, oferecer a outra face, sofrer com prejuízos materiais, dar a quem pede e não brigar pelos nossos direitos. Em qualquer tempo, viver tais coisas constitui-se numa prática desafiadora. Isso porque a vontade humana por certo é contrária a esse tipo de conduta tão resignada. O propósito de Jesus em querer que seu seguidor tenha atitudes tão opostas à pretensão humana parece estar explícita nos versos 32 a 34: “Se amardes quem vos ama, que mérito há nisso? Pois os pecadores também amam quem os ama. E se fizerdes o bem a quem vos faz o bem, que mérito há nisso? Os pecadores fazem o mesmo. E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que mérito há nisso? Os pecadores também emprestam aos pecadores, para receber o que emprestaram.” Ou seja, Jesus chamava seus contemporâneos seguidores para amar de um modo diferente, extraordinário, incomum, surpreendente e até sobrenatural.

Jesus motivou os seus ouvintes com as palavras registradas no verso 31: Como quereis que os outros vos façam, assim fazei a eles. Na medida em que a pessoa gostaria de ser tratada, assim também deveria tratar o seu semelhante. Assim, os versos 35 e 36, formam uma espécie de revisão do que foi ensinado, mas de uma maneira que focaliza e resume o propósito.

O fato é que esses dois versículos apontam primeiramente para uma necessidade daquele que segue a Jesus de realmente desejar ser uma benção na vida de outros. As palavras usadas por Lucas para descrever a prédica de Jesus são fortes: Amai vossos inimigos, fazei o  bem e emprestai, sem esperar nada em troca. O desafio de Jesus instiga os seguidores a desenvolver o hábito de ajudar pelo mero prazer de ajudar, ou seja, de saber que está sendo benção na vida de alguém e “não esperar nada em troca!” Provavelmente a figura do inimigo fora usada como ilustração da capacidade máxima de amar, visto que um oponente não faz nada que motive a ser bom para com ele, todavia o desafio é: Do modo como gostaria de ser tratado deve-se tratar tal pessoa. A atitude de um cristão não pode estar condicionada pela maldade ou bondade de quem está à sua frente, mas pela obediência ao mandamento de amar. Jesus toca na questão do desejo, da vontade de seus seguidores!

No entanto, o mesmo verso 35 aponta para o fato de que Deus é fiel para não deixar alguém que ama de forma tão altruísta sem nenhuma recompensa: “…a vossa recompensa será grande…” Quando alguém faz algo sem esperar nada em troca, Deus recompensa. Paulo desafiou os escravos a nutrirem esse tipo de mente:

“Vós, escravos, obedecei a vossos senhores deste mundo com temor e tremor, com sinceridade de coração, assim como a Cristo,  não servindo só quando observados, como para agradar os homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus, servindo de boa vontade como se servissem ao Senhor e não aos homens,  sabendo que cada um, seja escravo, seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer.” (Efésios 6:5-8) 

Há recompensa quando tudo que se faz tem como motivação agradar a Deus! O mesmo Paulo assim recomenda aos Colossenses:

 “E tudo quanto fizerdes, fazei de todo o coração, como se fizésseis ao Senhor e não aos homens,  sabendo que recebereis do Senhor a herança como recompensa; servi a Cristo, o Senhor.” (Cl 3:23-24) 

A atenção de Jesus se voltou para a justiça de Deus: o galardão será grande. E por isso, toca na confiança da pessoa que segue a Cristo. Se tratar bem alguém ou até se sacrificar por alguém e nada receber em troca, isto é um sinal de que confia em Deus e de fato crê que Ele pode recompensar.

Mas há ainda no verso 35 uma chamada à responsabilidade. No pensamento de Jesus encontramos a seguinte frase: “…e sereis filhos do Altíssimo.” Os seguidores de Jesus precisam assumir a responsabilidade de refletir a imagem de Deus diante dos outros. É preciso tomar cuidado para não confundir: Amar as pessoas não torna alguém filho de Deus, mas demonstra que já é ou está nesta condição.

Quando um cristão cultiva uma vida que demonstra um amor extraordinário, cuja conduta vai além daquilo que os pecadores fazem, amando até pessoas classificadas como inimigas, revela a imagem de Deus. Dessa forma, ele faz uma projeção sobre si e em direção aos outros de quem Deus é! Isso significa que se os crentes praticarem o que Jesus está pedindo, suas atitudes pelos outros vão  além dos benefícios visíveis. Há um aspecto “revelatório” nas suas ações. As pessoas terão outra impressão de Deus, dependendo da ação dos seguidores de Jesus.

Tudo isso impõe magnífico significado na forma como Jesus encerra sua fala: “Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6:36). A melhor resposta ao ódio é o amor, porque essa foi a resposta que Deus deu em Cristo ao ódio da humanidade.

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